• O EBITDA atingiu 24,8 milhões de euros, um aumento de 52,8% face ao primeiro semestre de 2025, correspondendo a uma margem EBITDA de 19,7%, mais 10 pontos percentuais do que no mesmo período do exercício anterior.
  • A carteira de encomendas aumentou para 676,2 milhões de euros, mais 18,2% do que no primeiro semestre de 2025, proporcionando uma elevada visibilidade sobre a evolução do negócio.
  • As receitas ascenderam a 126 milhões de euros, em linha com o planeamento previsto após a alienação das atividades de Serviços Industriais e a redução do peso do negócio Offshore. Excluindo estes efeitos, o crescimento orgânico ultrapassa os 25%.
  • Os resultados do semestre confirmam o sucesso da transformação do Grupo para atividades assentes em tecnologias próprias, de maior rentabilidade e valor acrescentado, mantendo os objetivos estabelecidos para 2026.
  • As duas Unidades de NegócioDefesa e Segurança Nacional e Energia e Sustentabilidade — continuam a apresentar uma evolução favorável, tanto ao nível da contratação como da atividade, consolidando o posicionamento estratégico do Grupo.

Madrid, 31 de julho de 2026 – O Grupo Amper encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados que refletem a consolidação da transformação realizada e a evolução prevista no seu Plano Estratégico 2026-2028, apresentado durante o Capital Markets Day realizado no final de abril. A empresa mantém uma sólida evolução operacional, melhora significativamente a sua rentabilidade e continua a reforçar a qualidade da sua carteira de negócios, posicionando-se em linha com os objetivos orçamentais definidos para o exercício.

O Grupo alcançou receitas de 126 milhões de euros, face aos 167,6 milhões de euros registados no mesmo período do exercício anterior. Esta evolução resulta da saída do perímetro de consolidação das atividades de Serviços Industriais durante 2025, no âmbito da estratégia de concentração em negócios tecnológicos de maior rentabilidade nos mercados-alvo, bem como da redução prevista da atividade Offshore. Excluindo ambos os efeitos, o negócio registou um crescimento superior a 25%, confirmando o bom desempenho comercial e operacional das atividades estratégicas do Grupo.

O EBITDA atingiu 24,8 milhões de euros, representando um aumento de 52,8% face ao primeiro semestre de 2025, enquanto a margem EBITDA se situou em 19,7%, melhorando 10 pontos percentuais relativamente ao mesmo período do ano anterior. Esta evolução reflete a alteração estrutural do mix de negócios, com um maior peso das atividades de Defesa e Segurança Nacional, bem como o impacto das medidas de eficiência operacional, otimização de custos e enfoque comercial em projetos de maior rentabilidade e valor acrescentado.

O EBIT cresceu 120% relativamente ao primeiro semestre de 2025, enquanto o resultado líquido ascendeu a 1 milhão de euros, menos 3,3 milhões de euros do que no mesmo período de 2025, devido ao facto de nesse período ter sido registada uma mais-valia financeira de 7,1 milhões de euros associada à alienação da atividade de Serviços Industriais. Excluindo esse efeito extraordinário, o resultado líquido foi 3,8 milhões de euros superior ao registado no primeiro semestre de 2025. A carteira de encomendas atingiu 676,2 milhões de euros, um aumento de 18,2% face à registada no final do primeiro semestre de 2025. A qualidade, o volume e o grau de maturidade das oportunidades comerciais atualmente em carteira permitem manter o objetivo de encerrar o exercício com uma carteira de encomendas superior a 800 milhões de euros, reforçando a visibilidade das receitas para os próximos exercícios.

No que respeita à estrutura financeira, o rácio de Dívida Financeira Líquida / EBITDA anualizado situou-se em 2,5x, um aumento previsto em resultado do início da execução dos investimentos associados ao aumento de capital realizado em julho de 2025, dos investimentos relacionados com a entrada da COFIDES no capital da Elinsa e da sazonalidade inerente às necessidades de fundo de maneio do negócio durante o primeiro semestre do ano. Ainda assim, os fluxos de caixa operacionais melhoraram em cerca de 13 milhões de euros face ao primeiro semestre do exercício anterior, confirmando a solidez operacional do Grupo.

Na Unidade de Negócio de Defesa e Segurança Nacional, foram acordadas as operações de crescimento inorgânico previstas (Teltronic, Zeleros e Freqcon). Relativamente à última operação prevista na área de Sistemas de Proteção, a proposta não vinculativa apresentada foi aceite, encontrando-se atualmente em curso o processo de Due Diligence, prevendo-se a conclusão da operação durante o mês de outubro. Paralelamente, foram adjudicados vários contratos relevantes relacionados com os Programas Especiais de Modernização do Ministério da Defesa, lançados em 2025, sendo ainda expectável a participação do Grupo em alguns dos novos programas que serão lançados este ano. Em termos estratégicos, o Grupo Amper reforçou a sua posição como empresa de referência em Comunicações de Uso Dual e Resiliência Energética para Infraestruturas Críticas Civis e Militares.

Na Unidade de Negócio de Energia e Sustentabilidade, o investimento da COFIDES na WindWaves permitirá concluir o Plano de Investimentos previsto para responder à procura esperada no setor da energia eólica offshore. A relação com a Equatorial, no Brasil, continua a reforçar-se através de um novo contrato para a expansão da rede elétrica do país, enquanto a área de engenharia do Grupo prossegue o desenvolvimento de projetos destinados à criação e modernização de infraestruturas críticas.

Enrique López, CEO do Grupo Amper, afirmou: “Os resultados do primeiro semestre demonstram que a transformação realizada está a produzir os resultados esperados. Com base numa plataforma de capacidades tecnológicas e industriais de uso dual, construímos um Grupo com receitas de maior qualidade, significativamente mais rentável e plenamente alinhado com os dois setores de maior crescimento estratégico. A evolução registada durante o semestre permite-nos encarar a segunda metade do ano com confiança no cumprimento dos objetivos definidos no Plano Estratégico 2026-2028.”